Exército israelense afirma conduzir operação 'antiterrorista' na Cisjordânia ocupada

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Enquanto a atenção internacional se concentra principalmente em Gaza, o exército israelense está realizando, de forma mais discreta, a operação “Muro de Ferro” na Cisjordânia ocupada. A ofensiva, apresentada oficialmente como uma ação “antiterrorista”, é vista por críticos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como uma manobra de caráter político. Segundo eles, a operação visa atender às demandas da ala de extrema direita, em um contexto de tensões crescentes na região.

O exército israelense anunciou a expansão de suas operações militares na Cisjordânia ocupada. Na última noite, diversas incursões aéreas foram realizadas, resultando, segundo um comunicado oficial, na eliminação de três supostas “células terroristas”. As forças israelenses também conduzem operações terrestres no vilarejo de Tammoun, ao sul de Jenin, onde teriam descoberto esconderijos de armas, segundo Michel Paul, correspondente da RFI em Jerusalém.

Embora o governo israelense defenda que a operação é necessária para neutralizar supostas ameaças à segurança de Israel, analistas destacam que o momento da ofensiva levanta questionamentos. O foco nas cidades e vilarejos da Cisjordânia coincide com um aumento da pressão política interna, especialmente por parte de partidos ultranacionalistas que exigem uma postura mais agressiva contra a população palestina.


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