Tarcísio ataca governo Lula e ironiza punição pelo 8/1: 'O que fizeram? Usaram batom?'

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o governo Lula (PT) e o Judiciário ao participar de ato bolsonarista neste domingo (16), em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.

“Ninguém aguenta mais arroz caro, gasolina cara, o ovo caro. Prometeram picanha e não tem nem ovo. E, se está tudo caro, volta Bolsonaro”, disse o governador.

Jair Bolsonaro (PL) está inelegível até 2030 em razão de duas condenações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O ex-presidente insiste em se apresentar como candidato ao Palácio do Planalto em 2026, apostando em uma reversão jurídica de seus processos, ainda que sem qualquer perspectiva de mudança.

Um dos motivos da inelegibilidade foi a realização de uma agenda de campanha justamente em Copacabana em 2022. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) considerou que houve abuso de poder à época, durante as celebrações oficiais do Bicentenário da Independência.

“Qual a razão de afastar Jair Bolsonaro das urnas? É medo de perder a eleição, e eles sabem que vão perder?”, continuou o governador de São Paulo. “Estamos aqui para lutar e exigir anistia de inocentes que receberam penas.”

Ao falar dos condenados pelo 8 de janeiro, quando as sedes dos três Poderes foram depredadas em Brasília, Tarcísio mencionou ainda o caso da cabeleireira Débora Santos, presa após ser flagrada pichando a estátua “A Justiça”, em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal).

“O que eles fizeram? Usaram batom? Num país onde todo dia vemos traficante na rua, onde os caras que assaltaram a Petrobras voltaram à cena política. Está certo isso?”, questionou.

Débora foi a destinatária de uma mensagem deixada por Francisco Wanderley Luiz, que se explodiu diante do STF no ano passado.

A manifestação deste domingo foi centrada em apelos de Bolsonaro pela anistia aos evolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Tarcísio foi tietado após o ato. Bolsonaristas fizeram fila para tirar fotos com o governador. A fila ocupava um trecho na avenida Atlântica, entre as ruas Bolívar e Barão de Ipanema, até a entrada de um hotel.

Bolsonaro deixou o local antes e foi chamado de “mito”. Tarcísio, por sua vez, ouviu gritos de “presidente”, “melhor governador do Brasil” e “não se mete com o Lula”. Um dos presentes brincou que o governador estava mais popular do que Bolsonaro.

O ex-presidente chegou a falar em 1 milhão de pessoas no ato, mas o público ocupou pouco mais de três quarteirões.

Uma estimativa do Monitor do Debate Político no Meio Digital em parceria com a ONG More in Common aponta 18,3 mil presentes. A medição foi realizada por meio fotos tiradas por drones e sistemas de inteligência artificial (IA). O valor pode oscilar para mais ou para menos em cerca de 2,2 mil.

A contagem foi feita no momento de pico da manifestação, segundo os pesquisadores. O mesmo levantamento cita a presença de 64,6 mil pessoas na praia de Copacabana no ato de 7 de setembro de 2022.

Neste domingo, muitos presentes usavam camisas com mensagens em referência aos presos pelos atos de 8 de Janeiro, como “Liberdade já para os presos políticos”. Nas areias da praia de Copacabana foram fincados cartazes com figuras do bolsonarismo que seriam “perseguidas” pela justiça brasileira.

O perdão aos condenados pelos atos antidemocráticos tem como objetivo final criar clima político para reverter, no futuro, a inelegibilidade do próprio Bolsonaro.

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