Justiça dá veredicto em caso emblemático do #MeToo no mundo do cinema na França

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Em 2019, Haenel acusou o diretor de submetê-la a “assédio sexual constante” desde os 12 anos de idade, incluindo “beijos forçados no pescoço” e toques, no início dos anos 2000. O acusado nega o fato.

Ruggia a dirigiu em “Les diables”, lançado em 2002, que trata de uma relação incestuosa entre um menino e sua irmã autista. O filme contém cenas sexuais entre crianças e closes do corpo nu de Haenel.

Entre 2001 e 2004, a adolescente visitava Ruggia em sua casa quase todos os sábados. A atriz o acusou de encontrar desculpas para acariciar suas coxas e apalpar seus órgãos genitais e seios durante esses encontros.

Haenel, que acabou deixando o cinema apesar de ter ganhado dois Césares – o maior prêmio da França – foi a primeira atriz de destaque a acusar o setor de favorecer predadores sexuais.

“Tinha que haver um #MeToo francês e era a minha vez”, defendeu-se o cineasta perante o tribunal correcional de Paris, alegando que as acusações de Haenel, de 35 anos, eram “puras mentiras”.

O caso faz parte de uma série de revelações que abalaram o mundo do cinema. Gérard Depardieu, 76 anos, será julgado em março acusado de agredir sexualmente duas mulheres durante uma filmagem em 2021, algo que ele nega.


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